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Quando Eu Falo de Sonho


Quando eu falo de sonho

não me detenho

não te proponho

Toda vida vai na veia

muito além do que suponho

O destino tece a teia

ante o passo tão medonho

Ainda que a dúvida me assaltar

E eu me perder a perguntar

E se ninguém acreditar?

E se meu braço fraquejar?

E se minha força sucumbir?

E se pensar em desistir?

Posso até pestanejar

por saber que vou sofrer

Cada lágrima que eu chorar

o meu Pai há de ver

O caminho nunca é fácil

e se a jornada machucar

tece o verbo tátil

para a oração cicatrizar

Se não conseguir de primeira

não desista meu irmão

Porque até a mais alta palmeira

já foi semente debaixo do chão


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